Privacidade digital é ter limites claros sobre o acesso e o uso de informações pessoais. Para crianças e adolescentes, isso envolve a rotina, a imagem, as conversas e os dados registrados por aplicativos. Proteger esses dados não significa impedir qualquer uso de tecnologia; significa compreender o que é necessário compartilhar e com quem.
Quais informações uma criança nunca deve compartilhar publicamente? Senhas e códigos de autenticação não devem ser entregues a contatos. Endereço residencial, rotina de deslocamento, documentos, localização ao vivo e detalhes da escola não devem ser publicados em espaços abertos. Fotos íntimas não devem ser solicitadas nem compartilhadas. Uma informação aparentemente simples pode identificar a criança quando combinada com outras. (CERT.br)
Isso é diferente de informar um endereço a um atendente de emergência ou fornecer um documento em um procedimento legítimo acompanhado por responsável. O contexto e o destinatário importam. Ensine a perguntar antes de preencher cadastros, participar de sorteios ou responder a pedidos incomuns.
Como proteger os dados pessoais dos filhos na internet? Reduza os dados fornecidos ao necessário, confira quem opera o serviço e leia as finalidades de uso. Revise permissões de câmera, microfone e localização. Proteja o aparelho com bloqueio de tela e a conta com credenciais únicas. Quando um aplicativo pedir algo sem relação clara com a função utilizada, questione antes de autorizar. (CERT.br)
Quais direitos existem sobre esses dados? A LGPD prevê direitos como acesso, correção e, conforme a situação e as bases legais, eliminação de dados. O tratamento de dados de crianças e adolescentes deve observar seu melhor interesse. Consentimento não é uma autorização ilimitada para qualquer finalidade, e apagar uma conta não é necessariamente o mesmo que eliminar imediatamente todos os registros. (Planalto)
Como explicar privacidade para uma criança? Use situações concretas: a senha é uma chave; a localização mostra onde a pessoa está; uma mensagem enviada pode ser copiada. Combine que pedir ajuda depois de compartilhar algo não será tratado como motivo para humilhação. Mostre também como os adultos protegem os próprios dados: o exemplo torna a regra mais compreensível.
Como isso aparece no Alkateia? O Alkateia organiza conversas entre integrantes autorizados. Texto, áudio, localização e SOS têm finalidades diferentes e merecem decisões próprias de uso. O aplicativo não possui perfis públicos ou busca de pessoas, mas um destinatário pode copiar o que recebeu. Consulte a Política de Privacidade, veja como funcionam permissões de localização e compartilhe apenas o necessário para a situação.
Fontes e referências
- CERT.br — Fascículo Proteção de Dados
- CERT.br — Fascículo Privacidade
- Planalto — Lei nº 13.709/2018, LGPD, especialmente arts. 14 e 18
Fontes consultadas em 20 de setembro de 2026. Conteúdo informativo produzido pelo Alkateia; informações sobre o aplicativo descrevem seus próprios recursos.