Guias da família / Segurança digital

Meu filho recebeu mensagem de um desconhecido: o que fazer?

Veja como acolher, avaliar ameaças, registrar informações e buscar ajuda quando uma criança recebe mensagens indesejadas ou assédio online.

Por AlkateiaAtualizado em 20/09/20263 min de leitura

Neste guia
  1. O que verificar primeiro? Pergunte quem enviou, em qual aplicativo, o que foi pedido e se a pessoa sabe onde a criança está. Verifique se houve tentativa de marcar encontro, ameaça ou divulgação de informações. Se houver perigo imediato, procure um lugar seguro e acione o 190. Não espere a resposta de suporte de aplicativo para agir diante de uma emergência. (Governo Federal)
  2. Como preservar informações sem espalhar o dano? Anote nome de usuário, endereço do perfil, datas, horários e protocolo de denúncia, quando houver. Capturas de mensagens de texto podem ajudar a registrar o contexto. Se houver material íntimo envolvendo menor, não faça downloads adicionais nem encaminhe cópias: informe sua existência à autoridade e siga a orientação recebida. Não publique o caso com dados identificáveis da criança. (UNICEF)
  3. Bloquear e denunciar são a mesma coisa? Não. Bloquear limita o contato daquela conta; denunciar comunica a situação à plataforma para avaliação. Quando possível, registre as informações necessárias e use ambos os recursos. Uma conta bloqueada pode tentar voltar por outro perfil, por isso também é importante revisar quem pode iniciar mensagens. Não existe garantia de remoção imediata após uma denúncia. (UNICEF)
  4. O que fazer se meu filho estiver sendo assediado na internet? Diante de insistência sexual, ameaça, chantagem ou exploração, busque orientação da Polícia Civil e da rede de proteção. O Disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos. A criança pode precisar de acolhimento de saúde e apoio da escola, conforme o caso. Não negocie pagamentos, não organize confronto com o suspeito e não exponha a vítima em uma tentativa de “alertar todo mundo”. (Governo Federal)
  5. Como retomar o uso do celular depois? Combine um caminho simples para pedir ajuda novamente. Revise os controles de contato e acompanhe como a criança está se sentindo, sem transformar toda conversa em interrogatório. Para a comunicação com pessoas já autorizadas, um ambiente familiar fechado pode ser útil. O modelo de convites do Alkateia é uma opção de organização da comunicação; ele não substitui a investigação de um caso nem o acolhimento da vítima.

A primeira atitude é ouvir a criança e verificar se há ameaça, pressão, pedido íntimo ou risco imediato. Uma mensagem desconhecida pode ser engano, publicidade ou algo mais grave; a resposta deve considerar o conteúdo. Não culpe a criança por ter contado e não peça que continue a conversa para conseguir mais provas.

O que verificar primeiro? Pergunte quem enviou, em qual aplicativo, o que foi pedido e se a pessoa sabe onde a criança está. Verifique se houve tentativa de marcar encontro, ameaça ou divulgação de informações. Se houver perigo imediato, procure um lugar seguro e acione o 190. Não espere a resposta de suporte de aplicativo para agir diante de uma emergência. (Governo Federal)

Como preservar informações sem espalhar o dano? Anote nome de usuário, endereço do perfil, datas, horários e protocolo de denúncia, quando houver. Capturas de mensagens de texto podem ajudar a registrar o contexto. Se houver material íntimo envolvendo menor, não faça downloads adicionais nem encaminhe cópias: informe sua existência à autoridade e siga a orientação recebida. Não publique o caso com dados identificáveis da criança. (UNICEF)

Guarde os registros de forma restrita. Um grupo de parentes ou da escola não deve virar arquivo de provas sensíveis. Em caso de dúvida sobre o que preservar, peça orientação policial antes de manipular o conteúdo.

Bloquear e denunciar são a mesma coisa? Não. Bloquear limita o contato daquela conta; denunciar comunica a situação à plataforma para avaliação. Quando possível, registre as informações necessárias e use ambos os recursos. Uma conta bloqueada pode tentar voltar por outro perfil, por isso também é importante revisar quem pode iniciar mensagens. Não existe garantia de remoção imediata após uma denúncia. (UNICEF)

O que fazer se meu filho estiver sendo assediado na internet? Diante de insistência sexual, ameaça, chantagem ou exploração, busque orientação da Polícia Civil e da rede de proteção. O Disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos. A criança pode precisar de acolhimento de saúde e apoio da escola, conforme o caso. Não negocie pagamentos, não organize confronto com o suspeito e não exponha a vítima em uma tentativa de “alertar todo mundo”. (Governo Federal)

Contato indesejadoAcolha, revise o acesso e bloqueie.
Suspeita de violênciaRegistre o contexto e procure proteção.
Perigo imediatoAcione o atendimento de emergência.

Como retomar o uso do celular depois? Combine um caminho simples para pedir ajuda novamente. Revise os controles de contato e acompanhe como a criança está se sentindo, sem transformar toda conversa em interrogatório. Para a comunicação com pessoas já autorizadas, um ambiente familiar fechado pode ser útil. O modelo de convites do Alkateia é uma opção de organização da comunicação; ele não substitui a investigação de um caso nem o acolhimento da vítima.

Fontes e referências

  1. UNICEF — Cyberbullying: what is it and how to stop it
  2. Governo Federal — Denunciar violação de direitos humanos / Disque 100
  3. SaferNet Brasil — Aliciamento sexual infantil online

Fontes consultadas em 20 de setembro de 2026. Conteúdo informativo produzido pelo Alkateia; informações sobre o aplicativo descrevem seus próprios recursos.